
Caros amigos,
Ao ler o Info-Deutschland me veio a idéia de escrever algo também sobre a minha presença como missão dehoniana na Índia.
Inicialmente, convém apresentar as minhas diferenças em relação aos confrades brasileiros que estão na Alemanha.
Embora eu desejasse dizer como eles que estou aqui como enviado pelas províncias BC e BM, devo aceitar que esta não é a minha presente situação. Fui enviado diretamente pelo superior geral, responsável pelo Distrito da Índia.
Não tenho poucas chances de encontrar brasileiros por aqui, muito menos confrades das nossas províncias brasileiras.
Não tenho tido, até agora, a visita de um confrade brasileiro.
Não tive tempo de aprender satisfatoriamente nenhuma língua local. Durante os últimos 5 anos aprendi um pouco de telugu que é uma das línguas oficiais do estado de Adhra Pradesh onde me encontro desde maio de 2000.
Estou totalmente fora de qualquer roteiro turístico, onde eventualmente pudesse ser contemplado por uma visita amiga de um dehoniano brasileiro.
Mas, apesar das nossas diferenças, nos une o espírito e a disposição de servir à Congregação e à Igreja longe da pátria amada. Venham obstáculos, momentos de solidão, saudades..., é este mesmo espírito que nos dá forças, ânimo e coragem para ir adiante com confiança; e com os olhos fitos num futuro promissor de nossa Congregação, onde com a graça de Deus tentamos hoje semear.
O meu trabalho na Índia iniciou no dia 07 de abril de 1998 em Cochin, Kerala. Fui nomeado mestre dos noviços pelo superior geral antes mesmo de deixar os Estados Unidos, onde dediquei sete meses ao estudo da língua inglesa (julho de 1997 – fevereiro 1998).
Os dois primeiros noviciados (1998/1999 e 1999/2000) foram realizados numa ilha, na localidade chamada Ponnarimangalam perto da cidade de Ernakulam, Cochin. As irmãs italianas da Congregação do Santo Natal nos ofereceram o convento delas para alguns anos. Os nossos quatro primeiros padres indianos fizeram o noviciado naquela casa.
Em 2000 começou a construção do nosso noviciado em Nambur, Guntur, Andhra Pradesh; e em 2001 o noviciado foi transferido para aquela região sudeste da Índia. Hoje já temos dezoito religiosos na teologia, três fazendo estágio nas nossas casas de formação e dois irmãos com votos temporários que fizeram o seu noviciado no Sacred Heart Ashram, Nambur. - Sem contar os oito que foram aconselhados ou pediram para se desligarem da Congregação.
Neste ano temos dez noviços. Na próxima semana eles terminam o retiro inaciano de trinta dias. Por enquanto todos querem continuar. Talvez para um ou dois deles o mestre terá que decidir mais adiante, depois de ter dado todas as oportunidades para um discernimento pessoal. No final de outubro aceitamos dez novos postulantes que deverão iniciar o noviciado em abril do próximo ano.
Hoje continuo o meu trabalho por aqui na Índia, na mesma missão de mestre dos noviços que teve inicio em 1998. Devo continuar ainda por algum tempo, até quando Deus quiser e a Congregação me segurar por aqui. Não foi fácil voltar em abril deste ano, após o meu ano sabático. Estava disposto a integrar outra missão aqui na Ásia ou no Brasil, mas o P. Geral insistiu que voltasse para mais alguns anos. Aceitei o desafio, entendendo a dificuldade de nossa congregação encontrar pessoal disponível para a Índia no presente momento, quando ainda todos os missionários estão envolvidos diretamente na formação. Talvez um trabalho mais na linha pastoral seria mais atrativo.
Fotos: Pe Sebastião Pitz na barca em Bangkok – renovação do visto p/ Índia e o Noviciado na Índia (Sacred Heart Ashram)
(enviado por e-mail - publicado em 17 novembro 2005)
Ao ler o Info-Deutschland me veio a idéia de escrever algo também sobre a minha presença como missão dehoniana na Índia.
Inicialmente, convém apresentar as minhas diferenças em relação aos confrades brasileiros que estão na Alemanha.
Embora eu desejasse dizer como eles que estou aqui como enviado pelas províncias BC e BM, devo aceitar que esta não é a minha presente situação. Fui enviado diretamente pelo superior geral, responsável pelo Distrito da Índia.
Não tenho poucas chances de encontrar brasileiros por aqui, muito menos confrades das nossas províncias brasileiras.
Não tenho tido, até agora, a visita de um confrade brasileiro.
Não tive tempo de aprender satisfatoriamente nenhuma língua local. Durante os últimos 5 anos aprendi um pouco de telugu que é uma das línguas oficiais do estado de Adhra Pradesh onde me encontro desde maio de 2000.
Estou totalmente fora de qualquer roteiro turístico, onde eventualmente pudesse ser contemplado por uma visita amiga de um dehoniano brasileiro.
Mas, apesar das nossas diferenças, nos une o espírito e a disposição de servir à Congregação e à Igreja longe da pátria amada. Venham obstáculos, momentos de solidão, saudades..., é este mesmo espírito que nos dá forças, ânimo e coragem para ir adiante com confiança; e com os olhos fitos num futuro promissor de nossa Congregação, onde com a graça de Deus tentamos hoje semear.
O meu trabalho na Índia iniciou no dia 07 de abril de 1998 em Cochin, Kerala. Fui nomeado mestre dos noviços pelo superior geral antes mesmo de deixar os Estados Unidos, onde dediquei sete meses ao estudo da língua inglesa (julho de 1997 – fevereiro 1998).

Os dois primeiros noviciados (1998/1999 e 1999/2000) foram realizados numa ilha, na localidade chamada Ponnarimangalam perto da cidade de Ernakulam, Cochin. As irmãs italianas da Congregação do Santo Natal nos ofereceram o convento delas para alguns anos. Os nossos quatro primeiros padres indianos fizeram o noviciado naquela casa.
Em 2000 começou a construção do nosso noviciado em Nambur, Guntur, Andhra Pradesh; e em 2001 o noviciado foi transferido para aquela região sudeste da Índia. Hoje já temos dezoito religiosos na teologia, três fazendo estágio nas nossas casas de formação e dois irmãos com votos temporários que fizeram o seu noviciado no Sacred Heart Ashram, Nambur. - Sem contar os oito que foram aconselhados ou pediram para se desligarem da Congregação.
Neste ano temos dez noviços. Na próxima semana eles terminam o retiro inaciano de trinta dias. Por enquanto todos querem continuar. Talvez para um ou dois deles o mestre terá que decidir mais adiante, depois de ter dado todas as oportunidades para um discernimento pessoal. No final de outubro aceitamos dez novos postulantes que deverão iniciar o noviciado em abril do próximo ano.
Hoje continuo o meu trabalho por aqui na Índia, na mesma missão de mestre dos noviços que teve inicio em 1998. Devo continuar ainda por algum tempo, até quando Deus quiser e a Congregação me segurar por aqui. Não foi fácil voltar em abril deste ano, após o meu ano sabático. Estava disposto a integrar outra missão aqui na Ásia ou no Brasil, mas o P. Geral insistiu que voltasse para mais alguns anos. Aceitei o desafio, entendendo a dificuldade de nossa congregação encontrar pessoal disponível para a Índia no presente momento, quando ainda todos os missionários estão envolvidos diretamente na formação. Talvez um trabalho mais na linha pastoral seria mais atrativo.
Fotos: Pe Sebastião Pitz na barca em Bangkok – renovação do visto p/ Índia e o Noviciado na Índia (Sacred Heart Ashram)
(enviado por e-mail - publicado em 17 novembro 2005)