terça-feira, 29 de maio de 2007

Edição 07

Caros amigos,
Namaskaram!
Como já havia informado na última edição, o meu serviço missionário na Índia está findando. Já me encontro em Roma, e em junho retorno para o Brasil para Iniciar um novo trabalho com nossos teólogos em Taubaté. Embora esteje deixando a Índia, após nove anos, ainda continuo em comunhão com o distrito indiano que tive a graça de acompanhar desde os seus primeiros anos de existência.
No dia primeiro de maio professaram mais oito noviços. Três farão o curso de teologia e os demais farão um ano de estágio. Substituiu-me como mestre dos noviços por um ano, Pe. Thomas Stanley da Irlanda que já está alguns anos na Índia.
Sete dos estudantes que devem concluir a teologia neste ano, estão na Índonésia fazendo um curso de preparação para os votos perpétuos juntamente com indonésios e um filipino.
A última assembléia do distrito, final de dezembro de 2006, teve a participação de todos os membros do distrito e foram traçadas algumas linhas de ação pastoral para os anos futuros. Um passo concreto tomado foi o de aceitar uma paróquia na diocese de Eluru, onde temos o curso de teologia e estamos para inaugurar a nossa quinta casa costruida na Índia. Outros planos são Bombay (Mumbay), Bihar...
Além de mim, estão deixando também a Índia o Pe. Jorge Amaro de Portugal e Pe. Gioseppe Pierantoni (Beppe) da Itália. Nos próximos meses deverão chegar três novos reforços: Pe. Thomas Fix da Índonésia, Pe. Charles Bisgrove dos Estados Unidos, e Pe. Zbignev Muraviec da Polônia.
Agradeço a Deus a oportunidade que ele me deu de ser missionário na Índia. Foram anos que me fizeram crescer como religoso e padre dehoniano. O grande desafio foi, sem dúvida, a internacionalidade e a inculturação. Vivi momentos de tensão e de confronto com pessoas e culturas, sofri e tive que renovar muitas vezes o meu ato de oblação na realidade cotidiana. Mas valeu por tudo de positivo que trouxe para mim e também para a nossa Congregação na Índia. Penso que, dentro de minhas limitações pessoais, fiz a minha parte e os frutos que virão são obra do amor misericordioso de Jesus.
Obrigado pela seu apoio, amizade e oração.
Pe. Sebastião Pitz, scj

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Edição 06



Caros amigos,
Namaskaram!
Estou de volta com mais algumas notícias da nossa missão na Índia. Estive ausente um mês porque recebi a permissão para celebrar o meu jubileu sacerdotal no Brasil. Sou muito grato à congregação por essa grande oportunidade que, sem dúvida, só veio fortalecer a minha vida sacerdotal e missionária. Substitui-me durante o tempo no Brasil, o Pe. Charles Bisgrove dos Estados unidos.
No noviciado a vida agora continua na sua normalidade. Tivemos uns dois meses um tanto difíceis, com a doença e morte de nosso noviço Thomas Reddy. No final de novembro foi submetido a uma bateria de exames e foi constatado um câncer no pâncreas. Os médicos que o examinaram chegaram à conclusão de que uma cirurgia não iria ajudar porque já estava numa fase muito avançada; e desaconselharam também a quimioterapia. Deram-lhe no máximo três meses de vida. Rezamos por um milagre, mas este não ocorreu e nosso noviço veio a falecer no dia 14 de janeiro. Três dias antes de sua morte tive a oportunidade de encontrá-lo na casa de seus pais, onde ele preferiu passar os últimos dias de sua vida, estava ainda lúcido e pude perceber que estava pronto para professar os votos religiosos. Dei-lhe a entender que o oferecimento de sua vida ao Senhor, no momento, valia muito mais. Para nós, e principalmente para os pais, foram momentos de grande dor ver a sua vida com apenas 22 anos chegar ao fim. Era um rapaz que prometia para o futuro de nosso distrito.
No dia 8 de dezembro tivemos a ordenação diaconal de Thomas Vinod Chittilappilly do estado do Kerala. Está exercendo o seu ministério numa paróquia na diocese de Cochin.
Em abril e maio oito dos estudantes de teologia participarão do curso em preparação aos votos perpétuos na Indonésia juntamente com um grupo de indonésios e um filipino. Provavelmente seis dos nossos farão os votos perpétuos em julho deste ano.
Continuamos com oito noviços. No final deste mês já devo apresentar a avaliação do ano de noviciado e dos noviços em particular ao superior e conselho do distrito. Com a profissão desses noviços em maio, termina a minha missão na Índia. Sem dúvida, foram anos ricos de graças para mim, embora muito desafiadores na experiência da internacionalidade congregacional e cultural. Apesar de tudo, agradeço a Deus e à nossa congregação por confiar também a mim a tarefa, nem sempre fácil, de trazer a congregação em terras indianas. Esperamos e rezamos para um futuro promissor para o dehonianos na Índia

Fotos: (1)os amigos presentes na celebração do meu jubileu sacerdotal em Santa Filomêna, S. Pedro de Alcântara, SC e (2) nosso noviço Thomas